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Impressora SLS de bancada com câmara de pó de nylon sinterizado, a tecnologia da nova Sinterit BIANCO2.
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SLS de bancada: a 3ª impressão 3D sai da fábrica

· 6 min de leitura · 2 visualizações · por Equipe 3D Tocantins

Atualizado

FDM derrete filamento. Resina cura líquido com luz. Existe uma terceira via, que faz peça de nylon funcional sem um único suporte, e ela sempre custou como carro popular. Em 6 de junho de 2026, a Sinterit anunciou a BIANCO2: uma SLS que cabe na bancada por 47 mil euros.

A SLS (sinterização seletiva a laser) é a tecnologia por trás de boa parte das peças de nylon que você já segurou sem saber: clipe que flexiona sem trincar, dobradiça viva, conector de máquina. O lançamento da BIANCO2 não derruba o preço pro nível maker. Mas mostra pra onde a máquina está indo: menor, mais aberta, mais perto da bancada.

Como a SLS imprime peça sem nenhum suporte

Mão enluvada escovando o pó de nylon branco de uma peça recém-sinterizada por SLS retirada do leito de pó, com os componentes funcionais emergindo do pó fino. Imagem gerada por IA.

A SLS espalha uma camada fininha de pó (quase sempre nylon PA12) sobre uma plataforma aquecida, e um laser percorre o contorno da peça, fundindo o pó ponto a ponto. A plataforma desce uma fração de milímetro, outra camada de pó cobre tudo, e o laser repete até a peça ficar pronta. No fim, o operador só escova o excesso e recupera a peça (Voxel Manufatura).

O pulo do gato está no que sobra. O pó que não foi fundido segura a peça por baixo o tempo todo. Não existe suporte pra quebrar, lixar ou marcar a superfície. Dá pra imprimir dobradiça que já sai articulada, corrente de elos fechados, canal interno, geometria que uma FDM só encara com uma floresta de suporte por baixo.

E o pó que não virou peça volta pro próximo print, misturado com pó novo. A taxa típica de reposição é de 50% pó novo e 50% reciclado, e isso é o que torna a SLS atraente pra lote pequeno: você empilha dezenas de peças dentro do volume de construção (o chamado nesting) e roda tudo numa leva só (Voxel Manufatura).

O que a BIANCO2 muda

A BIANCO2 troca o laser de diodo das SLS compactas anteriores por um laser CO₂ de radiofrequência de 30 W (tubo metálico selado, vida útil acima de 20 mil horas). Na prática, isso amplia a lista de pós que a máquina consegue fundir, porque dá pra ajustar melhor a energia que cada material absorve (3D Printing Industry).

O volume de construção é de 130 × 180 × 330 mm, com taxa de até 30 mm por hora (3DPrint.com). Por dentro, são quatro zonas de aquecimento com 19 elementos independentes e um chiller de água só pro laser. Esse controle fino de temperatura é o que segura o empenamento, o calcanhar de aquiles da SLS.

No software Sinterit Studio Ultimate, dá pra mexer em até 137 parâmetros de impressão (VoxelMatters). E o sistema de material é aberto: além dos pós técnicos pretos e cinzas, a máquina aceita materiais brancos, naturais e coloríveis, mirando peça onde a aparência conta tanto quanto a mecânica.

Preço e prazo: 47.000 euros (cerca de US$ 51 mil) na pré-venda, com 15% de desconto pras 30 primeiras encomendas que entrarem com 50% adiantado. As primeiras entregas estão previstas pro quarto trimestre de 2026 (Sinterit).

SLS, FDM ou resina: qual resolve o quê

Cada tecnologia ganha em um terreno diferente. FDM é a mais barata e versátil pro dia a dia. Resina entrega detalhe fino. SLS entrega peça de nylon forte e geometria que as outras não fazem.

O número que separa as três é a resistência. Peça FDM costuma ter, no eixo Z, força de 30% a 50% menor que no eixo XY, porque a colagem entre camadas é o ponto fraco. Já o PA12 sinterizado chega a uma isotropia mecânica perto de 90%, com resistência à tração na faixa de 45 a 52 MPa, comparável a peça injetada (Voxel Manufatura).

FDMResina (SLA/MSLA)SLS
Como funcionaderrete e deposita filamentocura resina líquida com luzfunde pó com laser
Suportequase semprequase semprenenhum
Material típicoPLA, PETG, ABS, TPUresina fotopolímeronylon PA12, TPU em pó
Acabamentocamadas visíveisliso, alto detalhefosco, com leve textura
Força funcionalboa, mas fraca no eixo Zfrágil, quebradiçaalta e quase isotrópica
Entrada (custo)a partir de ~R$ 1,5 mila partir de ~R$ 1,5 milcentenas de milhares de reais
Melhor praprotótipo e peça do dia a diaminiatura, joia, detalhepeça funcional de nylon, lote pequeno

Resumo grosseiro: FDM pra começar e resolver, resina pra detalhe, SLS pra peça de nylon que precisa aguentar tranco e tem geometria difícil. A BIANCO2 não muda essa divisão, só aproxima a terceira coluna de quem antes nem cogitava.

Quanto custa pra colocar uma na porta no Brasil

47 mil euros não é máquina de maker. No câmbio do início de junho de 2026 (1 euro perto de R$ 5,95), o preço de tabela já sai por volta de R$ 280 mil (Investing.com). E esse é o valor lá fora, antes de a máquina entrar no país.

A boa notícia pro comprador brasileiro: não precisa importar por conta própria. A Sinterit tem representante oficial no Brasil, a Voxel Manufatura (Novo Hamburgo/RS), que comercializa e dá suporte técnico às SLS compactas da marca desde que trouxe a primeira Sinterit Lisa ao país, em 2017 (Sinterit, Voxel Manufatura). Comprar por um distribuidor que já nacionaliza a máquina resolve nota fiscal, garantia e assistência de uma vez.

Sobre a conta de importação: impressora 3D entra no Brasil pela NCM 8485.20.00 (a antiga 8477.80.90), e sobre o valor aduaneiro incidem Imposto de Importação, IPI, PIS/COFINS e o ICMS do estado (Tributo Devido). Para máquina de uso industrial existe um alívio relevante: o Convênio ICMS 52/91 reduz a base e leva o ICMS efetivo a cerca de 8,8% nesses equipamentos (Tributo Devido). Mesmo com esse desconto, somando frete internacional e os tributos federais, o valor desembolsado até a porta fica bem acima dos R$ 280 mil de tabela. Como o preço final depende do estado, do câmbio do dia e das condições do importador, a referência honesta é simples: peça orçamento fechado à Voxel, que já entrega nacionalizada, e use os R$ 280 mil só como piso pra dimensionar o investimento.

O preço ainda é o muro

Mesmo com revenda nacional, a BIANCO2 é máquina de birô de impressão, de escritório de engenharia, de laboratório. E o custo não para na compra. SLS exige manuseio de pó: peneirar, estocar, controlar o que é virgem e o que é reaproveitado. Tem pós-processamento pra tirar o excesso de cada peça. E pede ambiente fechado, porque pó fino no ar não é brincadeira de respirar.

Comparado a plugar uma FDM na tomada e mandar imprimir, é outro mundo de operação. Como referência de quando a conta fecha: o ponto de equilíbrio pra comprar costuma aparecer acima de 20 ciclos de impressão por mês, com material e parâmetros padronizados. Abaixo disso, depreciação, operador, manutenção e pó tornam o serviço terceirizado mais barato por peça (Voxel Manufatura).

Como ter peça SLS sem comprar a máquina

A rota realista pra maioria hoje é o birô de impressão (service bureau): você manda o arquivo STL, escolhe nylon PA12, e recebe a peça pronta pelo correio. No Brasil, a própria Voxel oferece esse serviço sob demanda, com orçamento em 24 horas e entrega em 3 a 5 dias úteis (Voxel Manufatura). Faz sentido quando você precisa de algo que a FDM não dá conta: conector que flexiona sem trincar, peça com canal interno, dobradiça print-in-place que funciona de verdade.

Pra tirar proveito da tecnologia ao encomendar: modele pensando em parede fina (na casa de 1 mm), deixe folga nos encaixes (a peça sai com textura levemente arenosa) e aproveite o nesting pedindo várias peças de uma vez. O custo costuma ser pelo volume ocupado na câmara, não por peça solta, então encher a leva sai mais em conta por unidade. Como referência de mercado, peça pequena (5 a 15 cm³) em PA12 natural via serviço sai entre R$ 40 e R$ 150 (Voxel Manufatura).

Perguntas frequentes

SLS serve pra impressão 3D em casa?

Hoje não. As máquinas, incluindo a BIANCO2 a 47 mil euros, miram birôs e empresas. Em casa, FDM e resina seguem sendo o caminho.

Qual material a SLS usa?

O mais comum é o nylon PA12, valorizado por força (45 a 52 MPa de resistência à tração), estabilidade dimensional e resistência a óleos e solventes. A BIANCO2 também abre pra materiais brancos e coloríveis.

Por que a peça SLS não precisa de suporte?

Porque o próprio pó não fundido ao redor segura a peça durante a impressão. Sem suporte pra remover, dá pra fazer geometria que travaria numa FDM.

Dá pra reaproveitar o pó que sobra?

Sim. Parte do pó não sinterizado volta pro próximo print, numa mistura típica de 50% novo e 50% reciclado. É um dos motivos de a SLS compensar em lote pequeno.

SLS é mais forte que FDM?

Em geral sim, e de forma mais uniforme nas direções (mais isotrópica, perto de 90%), porque não tem a colagem fraca entre camadas que derruba a FDM no eixo Z.

Onde comprar uma Sinterit no Brasil?

Pela Voxel Manufatura (Novo Hamburgo/RS), representante oficial da marca no país, que entrega a máquina nacionalizada e dá suporte técnico. É o caminho que resolve nota fiscal, garantia e assistência sem você importar por conta própria.

Quanto custa uma SLS hoje?

A compacta BIANCO2 sai por 47 mil euros (cerca de US$ 51 mil, perto de R$ 280 mil de tabela) na pré-venda, com entregas a partir do quarto trimestre de 2026. Já nacionalizada, com frete e impostos, o valor até a porta fica acima disso. As industriais maiores passam fácil dos seis dígitos em dólar.

Onde ir agora

SLS é a peça que falta no quebra-cabeça de quem só conhece FDM e resina. Se você tá escolhendo tecnologia (ou impressora) pro que precisa fabricar, compara as opções no nosso guia de impressoras e tecnologias antes de gastar. A máquina certa é a que resolve o teu problema, não a mais cara.

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